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Como emitir · Comércio exterior e produtor rural

Como emitir nota fiscal de importação (NF-e de entrada)

Quem importa emite a própria NF-e de entrada, porque o fornecedor estrangeiro não emite nota brasileira. A nota leva o exportador como remetente, indicador de destino 3, CFOP 3102 (importação para revenda) ou 3101 (para industrialização), os dados da declaração de importação e os tributos pagos no desembaraço: Imposto de Importação, IPI, PIS, Cofins e ICMS. O ICMS da importação é devido no desembaraço aduaneiro, momento que a LC 87/1996 (art. 12, IX) define como fato gerador.

O art. 54, V, do Convênio SINIEF s/nº 1970 inclui entre as entradas que exigem nota do próprio estabelecimento as mercadorias "importados diretamente do exterior". Prazos e forma de recolher o ICMS da importação estão no RICMS da UF do importador.

Documento
NF-e (modelo 55) de entrada emitida pelo importador
Finalidade
1: normal, com indicador de destino 3 (exterior)
CFOP principal
3102 ou 3101

Prazo: A norma nacional não fixa prazo em horas ou dias: a nota acompanha a entrada da mercadoria desembaraçada. O RICMS da UF define quando o ICMS da importação é pago e se a nota acompanha o transporte desde o recinto alfandegado.

Regras conferidas nas fontes oficiais em .

CFOP aplicáveis

CFOPQuando usarDescrição oficial (Convênio SINIEF)
3102Mercadoria importada para revendaCompra para comercialização.
3101Matéria-prima ou insumo importado para industrializaçãoCompra para industrialização ou produção rural.
3949Outras entradas do exterior que não se encaixam nos códigos específicosOutra entrada de mercadoria ou prestação de serviço não especificada.

Bem para o ativo imobilizado ou material de uso e consumo importados têm códigos próprios na família 3.5 da tabela oficial.

CST e CSOSN mais comuns

  • CST 00Regime normal, ICMS da importação tributado integralmente; a origem fica 1 (importação direta)
  • CST 90Quando a UF prevê tratamento diferente (benefício, diferimento ou outro)
  • CSOSN 900Simples Nacional, comum nas entradas de importação

O primeiro dígito do CST indica a origem: 1 para importação direta, 2 para mercadoria estrangeira comprada no mercado interno. Na revenda interestadual de importado, a alíquota tem regra própria (Resolução do Senado 13/2012). Confirme com a contabilidade, porque o tratamento muda conforme a UF, o regime e o produto.

O que a NF-e de importação traz a mais

  • Remetente estrangeiro: nome, endereço e país do exportador.
  • Dados da declaração de importação: número, data de registro, local e UF do desembaraço, via de transporte e forma de importação.
  • Adição e item da declaração para cada produto.
  • Grupos de Imposto de Importação e de IPI, que o MOC exige para CFOP iniciado por 3 nas UFs que aplicam a validação.
  • Valores em reais, com taxa de câmbio, frete, seguro e despesas aduaneiras que compõem a base do ICMS conforme a legislação.

Atenção: Monte a nota a partir da declaração registrada e do extrato do despachante. Valor aduaneiro, II e IPI vêm de lá; o ICMS e as despesas que entram na base seguem o RICMS da UF.

Exemplo

Uma loja de ferramentas de Joinville importa furadeiras da China para revender. Depois do desembaraço em Itajaí, emite NF-e de entrada com o fabricante chinês como remetente, CFOP 3102, CST com origem 1 e os valores de II, IPI, PIS, Cofins e ICMS informados na declaração e na guia do ICMS. Quando revender para outro estado, aplica a alíquota interestadual de importado. (Redação Beevix, exemplo ilustrativo)

Passo a passo da emissão

  1. 1Reúna os documentos do desembaraço. Declaração de importação, extrato com tributos federais, comprovante do ICMS e fatura comercial.
  2. 2Cadastre o exportador. Nome, endereço e país; sem CNPJ e sem inscrição estadual.
  3. 3Lance os itens por adição. NCM, quantidade, valor aduaneiro e a adição da declaração para cada produto.
  4. 4Informe os tributos. II, IPI, PIS, Cofins e ICMS da importação, com CST de origem 1.
  5. 5Escolha o CFOP. 3102 para revenda, 3101 para industrialização.
  6. 6Transmita e dê entrada no estoque. Com a nota autorizada, a mercadoria entra no estoque com o custo de importação.

Erros comuns

  • CFOP de importação com indicador de destino interno. CFOP iniciado por 3 exige indicador de destino 3.Rejeição 731: Rejeição: CFOP de operação com Exterior e idDest <> 3
  • NCM inexistente. O NCM da nota precisa existir na tabela vigente.Rejeição 778: Rejeição: Informado NCM inexistente[nItem:nnn]
  • Unidade tributável fora do NCM. Operações com o exterior conferem a unidade tributável.Rejeição 817: Rejeição: Unidade Tributável incompatível com o NCM informado na operação com Comércio Exterior [nItem: 999]
  • Origem 0 no CST de mercadoria importada. Mercadoria de importação direta tem origem 1; a origem errada distorce a alíquota interestadual na revenda.

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Como fazer no Beevix

No Beevix, a nota de importação é lançada como entrada, com os produtos cadastrados com NCM e origem, e a mercadoria entra no estoque.

O desembaraço e a declaração de importação ficam com o despachante; o Beevix não registra declarações no Siscomex.

Perguntas frequentes

Quem emite a nota fiscal de importação?

O próprio importador, com NF-e de entrada. O fornecedor estrangeiro não emite documento fiscal brasileiro.

Qual CFOP usar na importação para revenda?

CFOP 3102. Para matéria-prima ou insumo que vai para industrialização, 3101.

Quando o ICMS da importação é devido?

No desembaraço aduaneiro, que é o fato gerador definido pela LC 87/1996, art. 12, IX. Forma e prazo de pagamento seguem o RICMS da UF do importador.

O que muda no CST de produto importado?

O primeiro dígito, que indica a origem: 1 para importação direta e 2 para estrangeira comprada no mercado interno. Ele afeta a alíquota interestadual na revenda.

Para se aprofundar

Fontes oficiais

Confirme com a sua contabilidade. Este guia parte das normas nacionais citadas e não substitui a análise do seu caso. CST, CSOSN, benefícios, suspensões e prazos de retorno mudam conforme o estado (RICMS), o regime tributário e o produto.

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