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Delivery próprio ou iFood: como comparar os custos

Delivery próprio ou iFood? Fórmulas do custo por pedido em cada canal, exemplo com números hipotéticos, ponto de equilíbrio e estratégia mista.

Equipe Beevix8 min de leitura
Dona de pizzaria fecha a caixa de uma pizza no balcão enquanto o entregador aguarda na porta
Dona de pizzaria fecha a caixa de uma pizza no balcão enquanto o entregador aguarda na porta

Para decidir entre delivery próprio ou iFood, compare o custo por pedido dos dois canais com os números do seu contrato e da sua operação, não com taxas ouvidas de terceiros. No marketplace, o custo por pedido soma a comissão da plataforma, a taxa de pagamento online, a mensalidade dividida pelo número de pedidos e as promoções que o restaurante banca. No delivery próprio, soma o custo do entregador, a taxa do meio de pagamento, a ferramenta de pedidos e o marketing para trazer o cliente, menos a taxa de entrega que o cliente paga. Na maioria das casas a resposta não é um ou outro: o marketplace traz cliente novo, e o canal próprio recebe o cliente que já conhece o restaurante.

Este guia monta as duas contas lado a lado, mostra um exemplo com números marcados como hipotéticos e explica como achar o ponto em que o delivery próprio começa a valer a pena. As taxas de cada plataforma mudam por plano, região e categoria; use sempre as que estão no seu contrato.

O que entra no custo de cada canal

CustoMarketplace (iFood e similares)Delivery próprio
Comissão sobre o pedidoPercentual definido no plano contratadoNão há
Pagamento onlineTaxa da plataforma, quando o cliente paga pelo appTaxa da maquininha, do link ou do Pix, conforme o meio
MensalidadeConforme o planoFerramenta de pedidos ou cardápio digital, se houver
EntregaPode ser da plataforma ou do restaurante, conforme o planoEntregador próprio, terceirizado ou por aplicativo
Taxa de entrega cobrada do clienteRegra da plataformaDefinida pelo restaurante; vira receita
Promoções e cuponsParte pode ser bancada pelo restauranteBancados integralmente pelo restaurante
Captação de clienteA plataforma traz o públicoMarketing próprio: redes sociais, WhatsApp, panfletos
EmbalagemIgual nos doisIgual nos dois

A embalagem e o custo da comida são iguais nos dois canais e podem ficar fora da comparação. O que muda é o custo de vender e entregar.

As fórmulas para comparar

Custo por pedido no marketplace = (comissão % × valor do pedido) + (taxa de pagamento online % × valor do pedido) + (mensalidade ÷ pedidos no mês) + promoção bancada pelo restaurante no pedido

Custo por pedido no delivery próprio = custo do entregador por entrega − taxa de entrega cobrada do cliente + (taxa do meio de pagamento % × valor do pedido) + (custos fixos do canal ÷ pedidos no mês)

Os custos fixos do canal próprio incluem a ferramenta de pedidos, o marketing mensal e, se houver entregador com salário, o custo dele. Para o salário e encargos de um entregador contratado, a calculadora de custo de funcionário dá a estimativa.

Entregador de moto entrega uma sacola de comida a uma cliente no portão de casa

Exemplo com números hipotéticos

Exemplo da Redação Beevix (2026). Os percentuais e valores abaixo são hipotéticos, escolhidos só para ilustrar a conta; não são as taxas de nenhuma plataforma. Uma pizzaria tem pedido médio de R$ 60,00.

ItemMarketplace (hipotético)Delivery próprio (hipotético)
Comissão20% × 60 = R$ 12,00—
Pagamento online / maquininha3% × 60 = R$ 1,803% × 60 = R$ 1,80
Mensalidade ou custo fixo por pedidoR$ 100,00 ÷ 400 pedidos = R$ 0,25R$ 1.200,00 de marketing e ferramenta ÷ 400 pedidos = R$ 3,00
Entregador por entregaFeita pelo restaurante: R$ 8,00R$ 8,00
Taxa de entrega paga pelo cliente−R$ 5,00−R$ 5,00
Custo por pedidoR$ 17,05R$ 7,80
% do pedido28,4%13,0%

Conferindo: marketplace 12,00 + 1,80 + 0,25 + 8,00 − 5,00 = R$ 17,05; próprio 1,80 + 3,00 + 8,00 − 5,00 = R$ 7,80. Neste cenário inventado, cada pedido do canal próprio custa R$ 9,25 a menos. Em 400 pedidos, seriam R$ 3.700,00 por mês, desde que os mesmos 400 pedidos acontecessem no canal próprio, e essa é a parte difícil.

O ponto de equilíbrio do canal próprio

O canal próprio tem custo fixo maior (marketing, ferramenta) e custo variável menor. Por isso ele só compensa a partir de um volume mínimo. No exemplo, o custo variável por pedido é 1,80 + 8,00 − 5,00 = R$ 4,80 no próprio e 12,00 + 1,80 + 8,00 − 5,00 = R$ 16,80 no marketplace (sem a mensalidade). A diferença de R$ 12,00 por pedido precisa pagar o custo fixo do canal próprio:

Pedidos mínimos = custos fixos do canal próprio ÷ economia variável por pedido = 1.200 ÷ 12,00 = 100 pedidos por mês.

Abaixo de 100 pedidos mensais no canal próprio, o marketing e a ferramenta custam mais do que a comissão economizada. Acima disso, o canal próprio passa a dar resultado. A calculadora de ponto de equilíbrio ajuda a repetir a conta com os seus números.

O que a planilha não mostra

  • Cliente novo: o marketplace coloca o restaurante na frente de quem nunca ouviu falar dele. O canal próprio depende de quem já conhece a marca.
  • Dados do cliente: no canal próprio, o restaurante tem o contato de quem compra e pode chamar de novo. No marketplace, o acesso aos dados segue as regras da plataforma.
  • Operação de entrega: entregador próprio exige escala, gestão de atrasos e cuidado com a relação de trabalho; terceirizar ou usar aplicativo de entrega tem custo por corrida.
  • Atendimento: no canal próprio, o restaurante atende o pedido, tira dúvidas e resolve reclamação sozinho.
  • Preço por canal: muitos restaurantes têm cardápio com preço diferente no marketplace. O artigo sobre vender em marketplace e calcular o lucro líquido mostra a lógica, que vale também para delivery.

Comparar canal de delivery pela comissão é olhar só metade da conta. O canal próprio troca comissão por custo fixo e por trabalho, e só ganha quando o volume paga esse custo.

— Equipe Beevix, redação de conteúdo de gestão

Estratégia mista: usar os dois canais

Para a maioria dos restaurantes, a melhor resposta combina os canais:

  1. Marketplace para descoberta. Mantenha a presença para ser encontrado por clientes novos.
  2. Canal próprio para recompra. Inclua no pedido um cartão ou mensagem convidando o cliente a pedir direto, respeitando as regras do contrato da plataforma.
  3. Preço coerente. Defina o preço de cada canal a partir do custo por pedido calculado acima, para que a margem fique parecida nos dois. O preço anunciado em cada canal vincula o restaurante e deve ser claro ao cliente (CDC, arts. 30 e 31).
  4. Uma cozinha, uma fila. Pedidos dos dois canais chegam no mesmo fluxo de produção, para não haver prioridade errada nem item esquecido. A página da integração do Beevix com o iFood mostra como isso funciona no sistema.
  5. Revisão mensal. Recalcule o custo por pedido de cada canal todo mês com os números reais.
Dono de restaurante faz contas com calculadora e caderno, com embalagens de delivery na estante

Nota fiscal e caixa no delivery

Pedido de delivery continua sendo venda ao consumidor e exige nota fiscal, normalmente a NFC-e, independentemente do canal. O artigo sobre como emitir NFC-e traz o passo a passo. No marketplace, o dinheiro chega pelo repasse da plataforma, com as taxas já descontadas; no canal próprio, chega pela maquininha, pelo Pix ou em dinheiro. Para enxergar o resultado de cada canal, o fluxo de caixa deve separar as entradas por origem e registrar as taxas como despesa, não como desconto escondido. No salão, o mesmo cuidado vale para a comanda eletrônica ou de papel e para a taxa de serviço.

Checklist para decidir

  • Pegue as taxas do seu contrato com a plataforma (comissão, pagamento online, mensalidade, regras de entrega).
  • Levante o custo real da entrega por pedido no canal próprio.
  • Some os custos fixos mensais que o canal próprio exigiria.
  • Calcule o custo por pedido de cada canal e o ponto de equilíbrio do canal próprio.
  • Estime, com realismo, quantos pedidos o canal próprio teria no primeiro trimestre.
Na prática

Pedidos de todos os canais na mesma cozinha

O Beevix tem comanda e delivery, integração com o iFood, PDV com NFC-e e financeiro para separar as entradas por canal. Um especialista mostra o fluxo para o seu restaurante.

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Fontes oficiais

Perguntas frequentes

Como calcular o custo de um pedido no iFood?

Some a comissão do seu plano sobre o valor do pedido, a taxa de pagamento online, a mensalidade dividida pelo número de pedidos do mês e as promoções bancadas pelo restaurante. Use as taxas do seu contrato, que variam por plano.

Delivery próprio sempre sai mais barato?

Não. Ele não paga comissão, mas tem custos fixos de marketing, ferramenta e entrega. Só compensa quando o volume de pedidos no canal próprio passa do ponto de equilíbrio.

Como calcular o ponto de equilíbrio do delivery próprio?

Divida os custos fixos mensais do canal próprio pela economia variável por pedido em relação ao marketplace. No exemplo hipotético do artigo, R$ 1.200,00 ÷ R$ 12,00 = 100 pedidos por mês.

Posso cobrar preços diferentes no iFood e no delivery próprio?

Muitos restaurantes fazem isso para equilibrar a margem entre canais. Confira as regras do contrato com a plataforma e mantenha os preços de cada canal claros para o cliente.

Pedido de delivery precisa de nota fiscal?

Sim. É venda ao consumidor e exige documento fiscal, normalmente a NFC-e, em qualquer canal. Confirme com a contabilidade o tratamento do repasse e das taxas do marketplace.

Próximo passo

Abra o contrato da plataforma, anote as taxas reais e refaça o exemplo deste artigo com os números do último mês. Se quiser centralizar os pedidos de todos os canais, conheça o sistema de delivery e a comanda eletrônica do Beevix, veja os planos do Beevix e fale com um especialista. As páginas de pizzarias e de restaurantes mostram como o sistema atende o setor, entre os demais segmentos atendidos.

Coloque isso em prática com o Beevix

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