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Referência fiscal

CST 55: saída com suspensão do IPI

O CST 55 do IPI identifica a saída com suspensão: o imposto não é lançado naquela remessa porque a legislação condiciona a cobrança ao que vai acontecer depois. As hipóteses estão no art. 43 do RIPI, como a remessa de insumos para industrialização por encomenda, o envio a armazém-geral, a exposição em feira e a transferência entre estabelecimentos industriais da mesma empresa. O cEnq deve ficar entre 101 e 199.

Descrição oficial do CST 55 do IPI

Saída com Suspensão

Fonte: Instrução Normativa RFB nº 1.009/2010, Anexo Único – Tabela I, Código da Situação Tributária referente ao IPI (CST-IPI). Consultado em 02/10/2026.

Grupo no XML da NF-e/NFC-e: IPINT, só com o CST; cEnq obrigatoriamente entre 101 e 199

Quando usar

  • Remessa de insumos para terceiro industrializar por encomenda (cEnq 108).
  • Retorno do produto industrializado ao encomendante (cEnq 109).
  • Remessa a armazém-geral ou depósito fechado e o retorno ao remetente (cEnq 103).
  • Transferência para outro estabelecimento industrial ou equiparado da mesma firma (cEnq 112).
  • Remessa para exposição em feira de amostras (cEnq 102).

Quando não usar

  • Venda definitiva tributada (50).
  • Exportação direta, que é imunidade (54).
  • Remessa em comodato ou para conserto: confira se existe hipótese de suspensão antes de usar o 55.

Exemplo prático

Exemplo ilustrativo: uma indústria de embalagens envia bobinas de filme para uma gráfica imprimir a marca do cliente. A remessa sai com CFOP 5901, CST 55 e cEnq 108. Quando a gráfica devolve as bobinas impressas, ela emite o retorno com CFOP 5902, CST 55 e cEnq 109, e cobra o serviço em item separado. (Redação Beevix, 2026)

Códigos relacionados

CFOP que costumam aparecer com o CST 55 do IPI

A combinação de CFOP e código tributário depende da operação e da UF. A lista é de casos frequentes, não de regra.

Erros comuns

  • Usar o CST 55 com cEnq 999: a faixa obrigatória é 101 a 199 (rejeição 388).
  • Trocar o cEnq da ida (108) pelo da volta (109) na industrialização por encomenda.
  • Supor que a suspensão do IPI garante suspensão do ICMS: cada imposto segue a sua regra.
  • Usar 55 em remessa que não está entre as hipóteses do art. 43 ou de lei específica.

Rejeições relacionadas

Fontes oficiais

Antes de configurar o CST 55 do IPI no cadastro do produto, confirme com a contabilidade: UF, produto e regime mudam o tratamento. O que muda com IBS e CBS está resumido na página da Tabela CST IPI.

Perguntas frequentes

Qual cEnq usar na remessa para industrialização?

O 108, para matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem enviados ao executor da encomenda (RIPI, art. 43, VI). No retorno do produto pronto, o 109.

Transferência entre filiais tem IPI suspenso?

O art. 43, X, do RIPI permite a suspensão nas remessas, para industrialização ou comércio, de um estabelecimento industrial ou equiparado para outro da mesma firma, com cEnq 112. Há exceções, como certos cigarros.

Venda para trading exportadora é CST 55?

Sim, quando a comercial exportadora compra com o fim específico de exportação (RIPI, art. 43, V, "a"). O enquadramento é o 105.

O CST 55 vale para remessa a feira?

Sim. O art. 43, II, do RIPI suspende o IPI dos produtos remetidos pela indústria ou equiparado diretamente a exposição em feiras de amostras e promoções semelhantes. O cEnq é 102.

Por que a nota com CST 55 foi rejeitada com 388?

Porque o cEnq informado não está entre 101 e 199. A regra O09-10 do MOC cruza os dois campos desde 01/04/2016.

Segmentos que usam com frequência

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Código de enquadramento do CST 55

Com o CST 55, o cEnq precisa estar na faixa de suspensão (101 a 199). Fora dela, a NF-e é rejeitada com o código 388.

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