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Sangria de caixa: o que é e como registrar no PDV
Sangria de caixa: o que é, diferença para suprimento, quando fazer, como registrar no PDV em 6 passos, modelo de comprovante e exemplo de fechamento.

Sangria de caixa é a retirada de dinheiro da gaveta do PDV durante o expediente, registrada no sistema, para deixar no caixa só o necessário para troco. O valor retirado vai para o cofre, para o gerente ou para depósito, e o registro serve para que o fechamento do turno bata: dinheiro esperado = fundo de troco + vendas em dinheiro + suprimentos − sangrias. O movimento contrário, colocar dinheiro na gaveta para reforçar o troco, se chama suprimento.
Ela reduz o prejuízo em caso de assalto ou erro, facilita a conferência e mostra ao gestor quanto dinheiro vivo entrou no dia. Abaixo estão quando fazer, como registrar no PDV, um modelo de comprovante e os erros que mais desequilibram o caixa.
Sangria, suprimento e fundo de troco: a diferença
| Movimento | O que é | Efeito no dinheiro esperado |
|---|---|---|
| Fundo de troco | Valor que o caixa recebe na abertura para dar troco | Soma |
| Suprimento | Dinheiro colocado na gaveta durante o turno (troco extra) | Soma |
| Sangria | Dinheiro retirado da gaveta durante o turno | Subtrai |
| Sangria final | Retirada no fechamento, deixando só o fundo do próximo turno | Subtrai |
Sangria não é despesa nem saída do caixa da empresa. O dinheiro só muda de lugar: sai da gaveta e vai para o cofre ou para o banco. Por isso ela não entra como pagamento no financeiro. O que entra é o depósito, quando acontece.
Quando fazer a sangria
Defina a regra por escrito e use sempre a mesma. As duas formas mais comuns:
- Por valor-limite: sempre que o dinheiro na gaveta passar de um teto, por exemplo R$ 1.000,00. É a forma mais segura, porque acompanha o movimento.
- Por horário: em horários fixos, por exemplo às 11h, 15h e 18h. Mais fácil de organizar, mas em dia de movimento alto o teto pode ser ultrapassado antes.
Muitas lojas combinam as duas: horário fixo mais sangria extra se o teto for atingido antes. O teto depende do seu risco: bairro, horário de funcionamento, existência de cofre e seguro. Em dezembro, com mais pagamento em dinheiro e mais movimento, vale reduzir o teto e aumentar a frequência.
A sangria certa é a que acontece antes de o dinheiro acumular. Se o operador precisa lembrar sozinho, ela vai ficar para depois do horário de pico, que é justamente quando mais importa. (Equipe Beevix, redação de gestão de varejo)

Como registrar a sangria no PDV em 6 passos
- Pause o atendimento no caixa por alguns minutos. Sangria com cliente na frente aumenta o risco e o erro.
- Conte o valor a retirar na presença de duas pessoas: o operador e o responsável que vai levar o dinheiro.
- Lance a sangria no PDV, com o valor exato e, se o sistema permitir, uma observação (por exemplo "sangria 15h, cofre").
- Emita ou preencha o comprovante e colha a assinatura dos dois.
- Coloque o dinheiro em envelope ou malote identificado com data, caixa, valor e horário, e leve direto ao cofre.
- Guarde o comprovante junto com o fechamento do turno.
Modelo de comprovante de sangria
- Loja / caixa: Loja Centro, caixa 2
- Data e hora: 14/12/2026, 15h05
- Operador: (nome)
- Responsável pela retirada: (nome)
- Valor: R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais)
- Destino: cofre da gerência
- Assinaturas: operador e responsável
O valor por extenso evita rasura. Se a loja usa malote de transportadora de valores, o número do malote também vai no comprovante.
Exemplo: como a sangria entra no fechamento
Exemplo da Redação Beevix (2026): um mercado de bairro abre o caixa 1 com R$ 150,00 de fundo de troco. No turno, vende R$ 3.420,00 em dinheiro. Faz duas sangrias, de R$ 1.200,00 às 12h e de R$ 1.300,00 às 16h, e um suprimento de R$ 50,00 em moedas.
- Dinheiro esperado: R$ 150,00 + R$ 3.420,00 + R$ 50,00 − R$ 1.200,00 − R$ 1.300,00 = R$ 1.120,00.
- Contagem no fechamento: R$ 1.120,00. O caixa fecha sem diferença.
- Sangria final: R$ 970,00 para o cofre, ficando R$ 150,00 de fundo para o turno seguinte (R$ 1.120,00 − R$ 970,00).
- Total levado ao cofre no dia: R$ 1.200,00 + R$ 1.300,00 + R$ 970,00 = R$ 3.470,00, que corresponde às vendas em dinheiro mais o suprimento (R$ 3.420,00 + R$ 50,00).
Se a sangria das 16h não tivesse sido lançada no PDV, o sistema esperaria R$ 2.420,00 na gaveta e o fechamento acusaria falta de R$ 1.300,00, que na verdade estava no cofre. Esse é o erro de sangria mais comum. O passo a passo completo do fechamento está no guia de fechamento de caixa no PDV.
Sangria em diferentes tipos de negócio
A lógica é a mesma em todo lugar, mas o detalhe muda conforme o ramo:
- Supermercado e mercado de bairro: vários caixas ao mesmo tempo e muito dinheiro trocado. O comum é um fiscal de caixa passar recolhendo as sangrias em horários fixos, com malote por caixa.
- Padaria e lanchonete: pico de manhã cedo e no fim da tarde. Uma sangria logo depois de cada pico resolve a maior parte do risco.
- Restaurante com comanda: o dinheiro se concentra no fechamento das mesas à noite. A sangria final ganha peso, e o fundo de troco precisa de mais moedas e notas pequenas.
- Delivery próprio: o entregador leva troco e volta com dinheiro. Trate a saída do troco como sangria com destino "entregador" e a volta como entrada conferida contra os pedidos pagos em dinheiro.
- Loja de roupas e calçados: menos transações, valor médio maior. A sangria por valor-limite funciona melhor que a por horário.
Erros comuns com sangria
- Sangria sem lançamento. O dinheiro sai, ninguém registra, e o fechamento mostra uma falta que não existe.
- Lançamento sem retirada. O operador registra e esquece de entregar o dinheiro. O caixa sobra e o cofre falta.
- Uma pessoa só. Sem testemunha, qualquer diferença vira palavra contra palavra.
- Usar a sangria para pagar despesa. Pagar o motoboy ou o fornecedor com dinheiro da gaveta mistura duas coisas. Se acontecer, lance a despesa no financeiro e registre a sangria com o destino real.
- Envelope sem identificação. Na conferência do cofre, não se sabe de que caixa veio cada valor.

Do cofre ao banco: a sangria no fluxo de caixa
A sangria resolve a segurança da gaveta, mas o dinheiro no cofre ainda precisa virar saldo bancário. Defina quem faz o depósito, com que frequência e como ele é conferido contra a soma das sangrias do período. No financeiro, o que interessa é o depósito: ele aparece no extrato e é conciliado com as vendas em dinheiro. O verbete de fluxo de caixa explica como esse dinheiro entra no planejamento, e a planilha de fechamento de caixa tem campos para sangria e suprimento.
Na conferência do dinheiro, aproveite para checar as cédulas. O Banco Central publica os elementos de segurança de cada nota do real, e a recomendação é conferir mais de um elemento antes de aceitar notas de valor alto.
Vendas em dinheiro separadas das de cartão e Pix
No Beevix, cada venda do PDV sai com NFC-e e com a forma de pagamento registrada. O financeiro mostra o que entrou e a conciliação confere o depósito no extrato.
Ver planos do Beevix →O que o sistema faz e o que depende da rotina
Um PDV com registro de vendas por forma de pagamento mostra quanto deveria haver em dinheiro em cada momento. A sangria em si, a contagem com testemunha, o envelope e o cofre são rotina da loja. Se houver diferença, a investigação também é humana. Para descontos de quebra de caixa do operador, valem as regras do art. 462 da CLT e da convenção coletiva da categoria. Veja como funciona o PDV do Beevix e o módulo financeiro.
Fontes oficiais
- Segurança das cédulas do real, Banco Central do Brasil, consultado em 07/10/2026.
- Consolidação das Leis do Trabalho (art. 462, descontos no salário), Planalto, consultado em 07/10/2026.
Perguntas frequentes
O que é sangria de caixa?
É a retirada de dinheiro da gaveta do caixa durante o expediente, registrada no PDV, para deixar só o necessário para troco. O valor vai para o cofre ou para depósito.
Qual a diferença entre sangria e suprimento?
Sangria retira dinheiro da gaveta; suprimento coloca dinheiro na gaveta, normalmente para reforçar o troco. No fechamento, a sangria subtrai e o suprimento soma ao dinheiro esperado.
Sangria de caixa é despesa?
Não. O dinheiro apenas muda de lugar, da gaveta para o cofre ou para o banco. Se o dinheiro retirado for usado para pagar uma conta, essa despesa precisa ser lançada à parte no financeiro.
Quando fazer a sangria?
Quando a gaveta passar de um valor-limite definido pela loja ou em horários fixos. A combinação dos dois critérios é a mais segura, principalmente em dias de movimento alto.
Quem deve fazer a sangria?
O operador do caixa junto com o responsável pela retirada (gerente ou encarregado). Os dois conferem o valor e assinam o comprovante.
Próximo passo
Defina hoje o valor-limite da gaveta, os horários de sangria e o modelo de comprovante, e treine os operadores antes de dezembro. Para ter vendas do PDV com NFC-e e o financeiro no mesmo sistema, veja os planos do Beevix, fale com um especialista ou encontre o seu ramo em segmentos.
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