Glossário · Fiscal
GTIN e EAN: o número do código de barras na nota fiscal
GTIN (Global Trade Item Number) é o número que identifica um produto no código de barras, conhecido antes como EAN. Na NF-e e na NFC-e ele vai no campo cEAN de cada item, nos formatos GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 ou GTIN-14; produto sem código de barras recebe o texto "SEM GTIN".
Atualizado em
Quem atribui o GTIN
Quem atribui o GTIN é o dono da marca, a partir de um prefixo licenciado pela GS1. Por isso o revendedor não "cria" GTIN: ele copia o código que já está na embalagem do fabricante. Cada apresentação tem o seu: a unidade, o display com 12 e a caixa de embarque com 48 recebem números diferentes.
O manual da NF-e chama os formatos antigos pelo nome novo: GTIN-8 e GTIN-13 eram o EAN-8 e o EAN-13, o GTIN-12 era o UPC e o GTIN-14 era o DUN-14, usado em caixas.
Como a SEFAZ confere
A validação olha três coisas: o dígito verificador do número, o prefixo GS1 (que precisa constar na tabela publicada no Portal da NF-e) e o campo vazio. Cada falha tem a sua rejeição: 611 para dígito inválido, 882 para prefixo inválido e 883 para campo em branco. Há ainda um segundo campo, o cEANTrib, que é o GTIN da unidade tributável e segue as mesmas regras.
Na prática: refrigerante vendido em fardo
Uma distribuidora compra o refrigerante em fardo de 6 latas e vende tanto o fardo quanto a lata avulsa. No cadastro, a lata leva o GTIN-13 impresso nela e o fardo leva o GTIN do fardo. Se o vendedor lançar o fardo com o código da lata, a quantidade e o preço do item deixam de bater com a embalagem, e o cliente que confere a nota pelo leitor de código de barras recebe mercadoria diferente da faturada.
Erros comuns
- Inventar um número de 13 dígitos para "passar" na validação: o dígito verificador ou o prefixo denunciam o código falso.
- Deixar o campo vazio em vez de informar "SEM GTIN" quando o produto não tem código de barras.
- Usar o mesmo GTIN para unidade e caixa, o que embaralha estoque e conferência.
- Copiar o código interno (SKU) da loja no campo cEAN.
Como EAN / GTIN aparece em cada setor
- Fábricas de doces
Número que identifica um produto no código de barras, único para cada embalagem. Unidade, display e caixa fechada precisam de códigos diferentes para a rede conseguir receber.
Para continuar
- Rejeição 611: GTIN inválidoComo corrigir o dígito verificador do código.
- Rejeição 882: prefixo GTIN inválidoO que fazer quando o prefixo não é aceito.
- Rejeição 883: GTIN sem informaçãoQuando o campo cEAN foi enviado em branco.
- Controle de estoque no BeevixCadastro do produto com código, unidade e saldo.
- Sistema para fábricas de docesUnidade, display e caixa com códigos diferentes.
Termos relacionados
Fontes oficiais
Consultadas em 02/10/2026. A regra pode mudar conforme o estado, o município, o produto e o regime da empresa: confirme com a sua contabilidade.
Perguntas frequentes
GTIN e EAN são a mesma coisa?
Na prática, sim. EAN era o nome antigo dos códigos de 8 e 13 dígitos; hoje todos fazem parte da família GTIN, que inclui também o GTIN-12 (antigo UPC) e o GTIN-14.
Meu produto não tem código de barras. O que coloco na nota?
Informe o texto "SEM GTIN" no campo cEAN, como manda o manual da NF-e. Campo vazio gera a rejeição 883.
Posso criar um GTIN para produto que eu fabrico?
Só com prefixo licenciado pela GS1 em nome da empresa. Número montado sem licença tende a cair na rejeição de prefixo inválido.
O GTIN serve também na NFC-e?
Sim. As regras de validação do cEAN valem para os modelos 55 (NF-e) e 65 (NFC-e).
O Beevix guarda o GTIN no cadastro do produto?
O cadastro de produtos do Beevix alimenta a NF-e e a NFC-e, então o código informado ali é o que segue para cada nota emitida.
Estoque, vendas, notas e financeiro no mesmo sistema
No Beevix, o cadastro do produto alimenta a venda, a nota fiscal e o financeiro, sem digitar a mesma informação duas vezes.
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