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Como abrir um CNPJ passo a passo

Por Equipe Beehive Publicado em 02 de julho de 2026 Atualizado em 02 de julho de 2026 Como produzimos este conteúdo

Para abrir CNPJ, existem dois caminhos principais: registrar-se como MEI pelo Portal do Empreendedor, de forma gratuita e imediata, ou abrir uma ME (ou outro tipo societário) pela Junta Comercial, geralmente com apoio de contador, com custo de honorários e prazo de dias a semanas conforme o município.

Qual caminho escolher: MEI ou ME?

Antes do passo a passo, vale entender qual porta faz sentido para o seu caso, porque o processo é bem diferente em cada uma.

O MEI (Microempreendedor Individual) é o caminho mais simples e rápido: registro gratuito, feito sozinho pela internet, indicado para quem vai atuar sozinho (sem sócios, com no máximo um funcionário) e fatura até R$ 81.000,00 por ano. É a porta de entrada mais comum para quem está começando a formalizar um negócio pequeno, seja no comércio, serviço ou pequena indústria.

Já a ME (Microempresa) ou outros tipos societários (Eireli, sociedade limitada) são o caminho para quem já nasce com faturamento maior projetado, precisa de sócios, ou atua em atividade que o MEI não permite. Esse processo passa pela Junta Comercial do estado, normalmente com apoio de contador, e tem custo e prazo maiores que o MEI.

MEIME / outros tipos societários
Custo de aberturaGratuitoHonorários de contador + taxas variáveis por estado/município
Quem faz o registroVocê mesmo, sozinho, pela internetGeralmente com contador, via Junta Comercial
Prazo de emissão do CNPJImediatoDias a poucas semanas, conforme o município
Limite de faturamento anualR$ 81.000,00Sem limite do MEI (segue as faixas do Simples ou outro regime)
Pode ter sóciosNãoSim

Se você ainda está em dúvida sobre o momento de sair do MEI para uma ME, o guia MEI ou ME: quando migrar detalha os sinais de que chegou a hora.

Passo a passo para abrir MEI

O registro de MEI é feito inteiramente pelo Portal do Empreendedor, site oficial do governo federal. O processo segue nesta ordem:

  1. Acesse o Portal do Empreendedor e entre com sua conta gov.br (a mesma usada para outros serviços públicos digitais).
  2. Informe seus dados pessoais: CPF, título de eleitor (ou número de recibo da última declaração de Imposto de Renda, dependendo da validação), nome completo, data de nascimento e endereço residencial.
  3. Escolha a atividade (CNAE): defina a atividade principal e, se aplicável, atividades secundárias dentro da lista de ocupações permitidas para MEI. Essa escolha é importante porque define o que a empresa pode legalmente vender ou prestar como serviço.
  4. Informe o endereço da empresa: pode ser o mesmo endereço residencial, desde que o município permita atividade comercial ali (verifique restrições locais de zoneamento, se houver).
  5. Confirme os dados e finalize o cadastro: ao concluir, o sistema gera na hora o CCMEI (Certificado de Condição de Microempreendedor Individual), documento que já contém o número do CNPJ.
  6. Guarde o CCMEI: é o documento que substitui contrato social para o MEI e comprova a existência legal da empresa perante bancos, fornecedores e clientes.

Depois de aberto o MEI, a empresa passa a ter obrigações mensais simples: pagar o DAS-MEI (guia única com valor fixo) e declarar o faturamento anual pela Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). Quem for emitir nota fiscal como MEI deve entender também como emitir nota fiscal sendo MEI, já que as regras variam conforme a atividade (venda de produto ou prestação de serviço).

Passo a passo para abrir ME (ou outro tipo societário)

Quando o negócio não se encaixa no MEI — seja por faturamento projetado maior, necessidade de sócios, ou atividade fora da lista permitida —, o caminho passa pela Junta Comercial do estado. O processo típico segue estas etapas:

  1. Defina o tipo societário: sociedade limitada (com sócios), Eireli ou empresário individual (sem MEI), dependendo de quantas pessoas vão compor a empresa.
  2. Elabore o contrato social ou requerimento de empresário: documento que define atividade, capital social, participação de cada sócio (se houver) e regras de administração. Normalmente elaborado com apoio de contador ou advogado.
  3. Registre na Junta Comercial do estado: o contrato social é protocolado e, uma vez aprovado, gera o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas).
  4. Solicite o CNPJ na Receita Federal: com o registro na Junta Comercial concluído, o CNPJ é solicitado (em muitos estados, esse processo já é integrado via sistema de “Redesim”, reduzindo o tempo total).
  5. Providencie inscrições estaduais e municipais: dependendo da atividade, é preciso inscrição estadual (para quem vende produto, sujeito a ICMS) e/ou municipal (para quem presta serviço, sujeito a ISS), além de alvará de funcionamento.
  6. Defina o regime tributário: ao abrir a empresa, é preciso optar por um regime — na maioria dos casos pequenos, o Simples Nacional é a escolha mais comum, mas vale avaliar as opções disponíveis para o porte e a atividade da empresa.

O prazo total desse processo varia bastante por município — em cidades com sistemas mais integrados, pode levar poucos dias; em outras, com exigência de alvarás específicos (vigilância sanitária, corpo de bombeiros), pode levar algumas semanas.

Atividades que não podem ser MEI

Nem toda atividade pode ser registrada como MEI — existe uma lista oficial de ocupações permitidas dentro do Portal do Empreendedor, e atividades fora dela precisam necessariamente abrir como ME ou outro tipo societário. Alguns exemplos de restrições comuns: atividades que exigem registro em conselho profissional (como advocacia, contabilidade, engenharia em muitos casos), atividades de intermediação e representação comercial em certas modalidades, e negócios que já nascem com previsão de faturamento muito acima do teto de R$ 81.000,00 por ano.

Antes de iniciar o cadastro, vale conferir a lista de CNAEs permitidos para MEI no próprio Portal do Empreendedor. Se a atividade pretendida não está na lista, o caminho já é diretamente a abertura de ME pela Junta Comercial, sem tentar forçar o enquadramento como MEI.

Quanto custa cada caminho, na prática?

Um ponto que gera dúvida real na hora de decidir é o custo total de cada caminho, não só o de abertura:

Item de custoMEIME / outros tipos societários
Taxa de aberturaNenhumaVaria por estado/Junta Comercial
Honorários de contador na aberturaGeralmente dispensávelPraticamente sempre necessário
Custo mensal fixoDAS-MEI (valor fixo baixo, cobrindo INSS + ICMS/ISS simbólico)Honorários de contabilidade mensal (obrigatório) + tributos do regime escolhido
Alvará e licençasPode ser dispensado dependendo da atividade e do municípioNormalmente exigido, com taxa municipal

O MEI tende a ser significativamente mais barato tanto na abertura quanto na manutenção mensal, porque dispensa a contratação de um contador para as obrigações rotineiras (embora contratar um seja sempre uma opção válida). Já a ME, por lidar com uma contabilidade mais complexa (inclusive se for optante do Simples Nacional), praticamente exige acompanhamento contábil mensal, o que já é um custo fixo a considerar no planejamento financeiro do negócio desde o primeiro mês.

O que preparar antes de começar, em qualquer caminho

Independentemente de MEI ou ME, alguns pontos vale organizar antes de iniciar o processo:

  • Endereço da empresa: confirme se o local escolhido permite a atividade pretendida (residencial, comercial, sala comercial).
  • Definição clara da atividade: escolher o CNAE certo evita problemas depois, tanto para emissão de nota fiscal quanto para enquadramento tributário.
  • Nome fantasia e razão social: pense em um nome que ainda não esteja em uso na Junta Comercial do seu estado, para evitar rejeição do registro.
  • Sistema de gestão desde o início: já ter um sistema para emissão de nota fiscal, controle financeiro e estoque pronto para o primeiro dia de operação evita improviso nas primeiras vendas — vale entender o que é um ERP e como ele ajuda desde a abertura do CNPJ.

Depois do CNPJ aberto: os primeiros passos

Com o CNPJ em mãos, os próximos passos práticos costumam ser: abrir conta bancária pessoa jurídica, definir o sistema de emissão de nota fiscal, revisar o enquadramento tributário escolhido (especialmente se estiver perto do limite de faturamento de alguma faixa) e organizar o controle financeiro separado da pessoa física desde a primeira venda. Formalizar o CNPJ é o início do processo — a rotina fiscal e financeira do dia a dia é que determina se a empresa vai crescer de forma organizada ou vai acumular problema para resolver depois.

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Perguntas frequentes

Quanto custa abrir um CNPJ?

Como MEI, o registro é gratuito, sem taxa de abertura. Como ME ou outro tipo societário via Junta Comercial, o custo varia por estado e município, e normalmente inclui honorários de contador além de eventuais taxas de registro, que podem somar algumas centenas de reais.

Abrir MEI é de graça?

Sim, o registro do MEI pelo Portal do Empreendedor não tem custo de abertura. O que existe é o pagamento mensal do DAS-MEI, que é uma guia única com valor fixo baixo, cobrindo INSS e um tributo simbólico de ICMS ou ISS conforme a atividade.

Em quanto tempo o CNPJ sai?

O CNPJ de MEI costuma sair na hora, de forma imediata, ao concluir o cadastro no Portal do Empreendedor. Para ME ou outros tipos societários via Junta Comercial, o prazo varia de alguns dias a poucas semanas, dependendo do município e da necessidade de alvarás específicos.

Posso abrir CNPJ sozinho, sem contador?

Como MEI, sim — o processo é feito sozinho, direto no Portal do Empreendedor, sem exigência de contador. Para ME ou outros tipos societários, embora tecnicamente seja possível fazer sozinho em alguns casos, na prática a maioria das empresas contrata um contador para lidar com a Junta Comercial e as exigências municipais.

Fontes oficiais

Versão em texto simples deste guia: /como-abrir-cnpj.md

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